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QUEM SOMOS

Negros e Sambistas

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Mais novo segmento da
Sociedade Civil
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Santos foi palco da abolição

Nós somos sua continuação

 

Santos não é apenas o porto pelo qual o Brasil respirou. É a cidade onde a liberdade dos negros foi conquistada com protagonismo, organização e coragem.

 

Foi aqui que José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, plantou as primeiras sementes da abolição ainda em 1823. Foi aqui que Quintino de Lacerda — nascido em 08 de junho de 1839, ex-escravo, líder do Quilombo do Jabaquara — tornou-se o mais atuante agitador da abolição no litoral paulista, garantindo abrigo aos escravos fugitivos de todo o planalto, e depois vereador eleito e presidente da Câmara Municipal de Santos. Símbolo vivo de que a cidadania negra não era uma concessão: era uma conquista.

 

No dia 27 de fevereiro de 1888, três meses antes da Lei Áurea, Santos já não tinha mais escravos. O dia 13 de maio foi aqui comemorado com oito dias de festas populares nas ruas.

 

E essa continuação tem reconhecimento e tem lei

 

O que começou no Quilombo do Jabaquara com Quintino de Lacerda foi institucionalizado em Santos pelo nosso estadista Dr. Esmeraldo Tarquínio de Campos Filho e pelo Prefeito Oswaldo Justo com as Leis Municipais 2.427/61 e 2.557/62 e pelo Decreto 638/88 que consagra o Sambista Tradicional como cidadão culturalmente diferenciado.

 

Essa história não está encerrada. Ela continua

 

A ADICLUSA – Associação de Defesa da Comunidade Negra e Comunidade do Samba de Santos nasceu no dia 2 de dezembro de 1983, no salão nobre da Prefeitura Municipal de Santos, no mesmo momento em que o Brasil retomava sua democracia.

 

Ao longo de 42 anos de atuação ininterrupta, construímos um trabalho político-pedagógico que une a memória histórica de Santos à luta contemporânea pela cidadania plena dos negros e sambistas.

 

Hoje, esse legado é validado pelo CONDEPASA – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos através de Parecer do Órgão Técnico de Apoio – OTA, é Processo Municipal 29595/2006-17 aprovado pela V Conferência Municipal de Cultura e pela Câmara Municipal, e se enquadra na Lei Federal 6.040/2007 que institui a Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, no Decreto 7.037/2009 – PNDH-3, no Estatuto da Igualdade Racial Lei 12.288/2010 e no Decreto 10.932/2022 que internalizou a Convenção Interamericana contra o Racismo.

 

Somos um Empreendimento Social de Construção da Cidadania — e nossa ferramenta é a história.

 

O que fazemos

 

Formação Pedagógica e Cultural: Difundimos o conhecimento sobre a participação decisiva da Comunidade Negra e da Comunidade do Samba na formação da sociedade santista e brasileira. Nossa base histórica é sustentada pela historiadora Wilma Therezinha Fernandes de Andrade e Silva e pelo pesquisador Marechal do Samba J. Muniz Jr., Intelectual Orgânico do Samba de Santos.

 

Participação Política-Pedagógica: Atuamos desenvolvendo o que o Decreto nº 7.037/2009, Programa Nacional de Direitos Humanos, chama de interação democrática Estado e sociedade, revivendo a memória para que a história negra seja reconhecida, ensinada e valorizada — não como exceção, mas como fundamento da identidade brasileira.

 

Por que isso importa para todos

 

O combate ao racismo não é causa exclusiva da população negra. É uma causa de toda a sociedade brasileira. Por isso somos, por direito e por história, o mais novo segmento da sociedade civil, protagonista do complemento do abolicionismo no Brasil: a cidadania plena.

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UMA NOVA ETAPA

PRECISAMOS ORGANIZAR O FUTURO

 

Chegamos até aqui com 42 anos de luta, sem patrocínio, com a força da comunidade. Agora entramos em uma nova etapa: transformar a história que salvamos em livro e em referência nacional.

 

Muita gente pergunta: o que falta? Falta organizar tudo o que já conquistamos.

 

Para isso, estamos abrindo esta Vaquinha de Solidariedade entre amigos e parceiros com 3 objetivos muito claros e por ordem de prioridade:

 

1º – Um computador. O nosso já não aguenta o volume de processos, leis, pareceres e fotos históricas que precisamos organizar.

 

2º – Um site à altura do nosso histórico. O que está no ar hoje foi feito com o que tínhamos. O histórico de Quintino de Lacerda, Esmeraldo Tarquínio, Oswaldo Justo e J. Muniz Jr. merece um trabalho profissional.

 

3º – A edição do livro. O Projeto Quintino de Lacerda – Diagnóstico do Racismo Estrutural de Santos. É a nossa obra, que vai reunir as leis, os fundamentos nacionais e internacionais e tudo o que vivemos desde a redemocratização.

 

Os parceiros que já estão conosco já colaboraram. Agora vamos atrás de mais parceiros para formar os recursos necessários.

 

Ninguém é obrigado. Mas precisamos saber com quem podemos contar para ir em frente. Enquanto a liberdade plena não chega, vamos organizando os dados.

 

Abaixo está o link da nossa vaquinha. Conheça, avalie e se puder, colabore. Depois vou falar com cada um, corpo a corpo

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Agradecimento

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O eterno agradecimento é para minha mãe  Dona Augusta, a minha esposa  Katia Helena e minha filha Pâmela Crystina, pela compreensão e carinho nesta caminhada de brilhante aprendizado que adquiri nesta minha vida.​​

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​​Em especial o eterno agradecimento é para Professora Maria Luiza Negreiros Martinez, ao ex-presidente do Sindicato dos Estivadores Vanderlei da Silva, Robson de Lima Apolinário presidente do Sindicato dos Portuários, Assessor Parlamentar Roberto Bolonha, ao vice-prefeito e Secretário Municipal de Assistência, Social Carlos Teixeira Filho, Marcus de Rosis, José Lascane, Reinaldo Lopes Martins, Fábio Nunes, Antonio Carlos Banha, Mauro Mandira e aos integrantes do Grupo no Whatssap Clube do Samba e Grupo Produção de Cultura Negra pelo apoio moral e incentivo que no decorrer dos 40 anos da caminhada, marcaram seus nomes no Projeto Quintino de Lacerda.

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IN MEMORIAN Oswaldo Justo, Carlos Mantovani Calejon, e Paulo Gomes Barbosa.

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Ao Dr João Bento de Oliveira Chefe do Departamento Jurídico da Santa Casa Misericórdia de Santos, pela orientação na elaboração de nossos Estatutos.

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Negros e Sambistas

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Anos

Cidade de Campeões

“PATRIAM CHARITATEM E LIBERTATEM DOCUI”

“(“A Pátria ensinei a Liberdade e a Caridade")

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ENFIM, SANTOS É A CIDADE - MAR!

QUE SEMPRE IREMOS AMAR

POIS, AQUI É O NOSSO LUGAR

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Parceiros

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“A minha trajetória, por mais modesta que seja, eu devo à força ancestral que me sustenta.
Nós somos parte de uma corrente histórica que se recusa a se ajoelhar diante da doença, da opressão, da assimilação.
Somos descendentes de gente que resistiu.”

É um privilégio ter uma trajetória construída sobre a força de seus ancestrais. Gente com um grau de dignidade que o mundo tentou apagar, mas que segue vivo em nós.

Somos herdeiros disso. Somos continuidade. Somos resistência. E cada passo nosso é parte de uma caminhada muito maior, iniciada muito antes de nós, que jamais aceitará voltar para trás".
Dr Hédio Silva Jr.
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As maiores contribuições sobre racismo vieram de quem teve coragem de olhar o problema pelas lentes da história e da luta..
O afastamento entre o marxismo e a questão racial faz os dois perderem força.
Ignorar o racismo como chave pra entender desigualdade e privilégio enfraquece qualquer leitura da história.
Sem a dimensão racial, o marxismo deixa de enxergar a realidade por completo.

Professor Silvio de Almeida

Webmaster: Luiz Otávio de Brito

Início do Site 21 de março de 2000, Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

Direitos da Empreendimento Social Construção da Cidadania Negros e Sambistas da Região de Metrópole Santista, protegidos pela Lei Federal Nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Direitos Autorais no Brasil. Publicação realizada pela Câmara Municipal de Santos. 

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