


Sarau a Quintino de Lacerda
Evento parte do Projeto Quintino de Lacerda, criado para ser apresentado anualmente no dia 13 de maio data que é comemorado o Dia Municipal de Quintino de Lacerda.

Monologo * Prof. de História Ubirajara José de Carvalho
Profª. de Artes Silvia Helena de Carvalho
Criação: Profº Mara Rubia Zeferino
Direção: Luiz Otávio de Brito
1ª Parte
ESCRAVIDÃO E OS QUILOMBOS
Os Negros chegaram em nossa terra como escravos. Não eram considerados gente, chamados de “peças”,mercadoria que se possui.
Entre Escravos, vieram reis, Líderes de Tribos, a quem o cativeiro era uma humilhação a ser combatida. Começa a rebelião subterrânea, falar de coragem passando de boca em boca durante o trabalho penoso.
Assim formara-se os formaram-se os Quilombos, foi o de Palmares, comandado pelo Rei Zumbi e seus descendentes, até serdestruído pelo Bandeirantes Paulista Domingos Jorge Velho.
Jabaquara
Autor: Roldão Mendes Rosa
Quantos escravos dormias
Em teu sono verde várzea ?
Quantos Negros recolhias.
Quantos nomes ocultavas
Toda fuga perseguida
Em teu chão se libertava.
Quem hoje me conta a vida
que em tua vida pulsava ?
Bocas e nomes desceram
Com tuas chuvas para a terra.
És chão ou história contada
Papel escrito nada mais.
2ª Parte
QUINTINO DE LACERDA O ABOLICIONISTA
O Fruto de Palmares vingou.
O sonho de liberdade cresceu cada vez mais.
A última grande luta, foi a campanha pela Abolição. Nela participaram muitos brasileiros, alguns contados pela História, outros injustamente esquecidos.
Aqui em Santos, tivemos uma grande figura Abolicionista esquecida pela História: Quintino de Lacerda.
Quem foi este homem ?
Nascido em Sergipe em 8 de junho de 1839, trabalhou como escravo na cozinha da família de Antônio Lacerda Franco, que o tratava como amigo.
Foi libertado pôr seu dono e escolhido pêlos Negros Abolicionistas como chefe do Quilombo do Jabaquara, para onde vinham os Negros fugidos de São Paulo.
Ali lutou pôr seu ideal, amparando os fugitivos com sua coragem.
Com a Lei Áurea, seu trabalho como Abolicionista terminou. Sua obra em prol da liberdade, foi reconhecida e alguns homens ilustres de Santos lhe ofertaram um relógio de ouro como homenagem do povo Santista.
13 de Maio
Autora: Regina Lacerda
No dia 13 de maio
Data da Abolição
Data esta marcada
Dentro de meu coração
Os Negros todos fugiam
No quilombo se escondiam
Quintino de Lacerda
Lá bem os recebiam
Dava-lhes casa e comida
Dava carinho também
até a data de hoje
Os Negros lhe querem bem
3ª Parte
QUINTINO DE LACERDA O HOMEM PÚBLICO
Logo após a proclamação da República, o Marechal Deodoro renuncia e assume a Presidência o vice Marechal Floriano Peixoto.
Como este não convocou eleições para escolher um novo presidente da Republica, ocorreram várias revoltas contra Floriano Peixoto.
Quintino de Lacerda, como a maioria dos Santistas, deu seu apoio ao vice presidente em exercício. durante uma revolta da Marinha, Santos foi bombardeada e entre os batalhões formado pelo povo, um era liderado pôr Quintino de Lacerda.
Como recompensa, recebeu do Governo Federal o título de Major da Guarda Nacional em 1895.
Em 1895, Quintino de Lacerda foi eleito vereador, exercendo seu mandato, sem faltar à nenhuma sesão, sendo nomeado intendente de obras públicas.
Morreu em 1898, sendo enterrado no cemitério do Paquetá, onde mais de 800 pessoas prestaram homenagem a este estimado personagem.
Raça Reação e Ação
Autor Luiz Edson da Luz (João de Belo)
Vamos raça
Mostremos união
ou será que ainda
não aprendemos a lição
Nos espelhamos em Quintino
que sozinho teve força, brio e tino
um Baluarte da Abolição
Aguerrido, politizado
Líder, nato, destacado
jamais titubeou
Não ficou indiferente
agregou a sua gente
sua lida eternizou
Vamos raça
mostremos união
no final celebraremos
a luta jamais será em vão
4ª Parte
OS NEGROS E À CULTURA BRASILEIRA
O Negro lutou, sofreu e trabalhou pôr muitos anos neste Brasil imenso. Minerou, criou gado plantou. No interior das casas, tivemos as mães pretas, junto com seu leite deram aos filhos do “sinhô” as cantigas as lendas e os Deuses de sua terra.
As cozinheiras, temperaram o alimento indígena e lusitano.
Os moços, aprenderam o canto , a dança e a enfeitiçar as moças bonitas.
Os sacerdotes, combatidos em culto, deram outros nomes a seus orixás, o nome de Santo trazidos pêlos jesuítas.
Os heróis da velha Europa vivem até hoje nas congadas, Reisados e bumba-meu-boi.
Esta homenagem Especial, é para um destes negros que tanto fizeram para o nosso País: Quintino de Lacerda.
Exaltação à Quintino de Lacerda
Autores: Gilberto de Oliveira (Giba)
Cláudio Santana (Santaninha)
Hoje lembra o povo Santista
Um pujante legalista; de mentalidade rara
Poucos sabem de sua História tão distante da memória
O Quilombo do Jabaquara
Falo de Quintino de Lacerda
O Condigno honorário; de uma Guarda Nacional
concedida então pelo governo; reconhecendo o
direito de toda sua causa legal.
Precaveu-se contra os rebeldes
Preparou todo o seu batalhão
sob seu pujante comando
Evitando assim a invasão
Foi tumultuada a sua posse
não deixou pôr terra o seu valor
que perante o tribunal paulista
Negro Abolicionista sagrou-se Vereador
Faça então constar
a lei que já nos foi dita
tanto para os imortais
ou para quem nela acredita